HISTÓRIA DO TABACO

Fumar tem sua origem indeterminada. Não se sabe quando alguém teve pela primeira vez a idéia de acender e aspirar a fumaça das folhas secas do tabaco, planta originária dos Andes. O tabaco acompanhou as migrações dos índios por toda a América Central, até chegar ao território brasileiro.

Antes da colonização européia, o fumo fazia parte do dia a dia dos nativos da América, e sua função estava muito mais relacionada as crenças destes povos do que ao prazer do consumo. No Brasil, o fumo fazia parte dos rituais de todas as tribos que entraram em contato com os portugueses. A novidade foi comentada nas cortes européias. Além dos hábitos incomuns - como andar sem roupas, pintar a pele e lavar o corpo com grande freqüência - as gentes da América também aspiravam fumaça. Uma novidade difícil de acreditar.

O fumo imediatamente chamou a atenção dos conquistadores. Em 1518, o missionário espanhol Romano Pane enviou ao Imperador Carlos V um punhado de sementes de tabaco que foram cultivadas por Sua Alteza com todo o cuidado, daí resultando a primeira plantação européia. Bem antes disso, porém, alguns marinheiros da esquadra de Cabral já tinham levado para o mar os seus pedaços de fumo. Muitos o usavam para pulverizar o pó sobre as feridas, já que os índios reconheciam o poder do tabaco como cicatrizante. Mas a grande maioria preferia fumá-lo, para diminuir o tédio e a melancolia das horas lentas do mar.